domingo, 3 de fevereiro de 2019

1970 - Muhammad Ali (Cassius Clay) abandona o boxe



No dia 3 de fevereiro de 1970, o lutador Muhammad Ali convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava deixando o boxe. O famoso boxeador já estava proibido de lutar na época porque não quis se alistar no exército dos Estados Unidos para combater na guerra do Vietnã, alegando motivos religiosos. Mais tarde ele mudou de ideia e acabou voltando aos ringues.

Depois de três recursos negados, Ali foi chamado para servir o exército em 28 de abril de 1967. Ele se recusou e foi condenado por evasão de divisas em 20 de junho de 1967. Pegou cinco anos de prisão e teria que pagar uma multa de US$ 10 mil. Ele também foi destituído de seu título pela WBA e pela Comissão Atlética de Nova York, além de ter cassada a sua licença como boxeador. O lutador recorreu da sentença em liberdade. Mais tarde, a Suprema Corte dos EUA decidiu por unanimidade em seu favor em 28 de junho de 1971. Pouco antes, em 7 de dezembro, ele já havia conquistado na Justiça estadual uma licença para poder lutar em Nova Iorque.

Batizado de Cassius Marcellus Clay Jr, o atleta nasceu em 17 de janeiro de 1942, em Louisville, Kentucky, nos EUA. Em 1964, mudou seu nome para Muhammad Ali, após se converter ao islamismo. Ele é considerado um dos maiores boxeadores da história e também reconhecido por sua atuação em causas humanitárias. Ex-campeão peso-pesado de boxe, é uma das maiores figuras desportivas do século 20. Foi eleito "O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999. Foi o primeiro lutador a conquistar o título dos pesos-pesados três vezes. Venceu 56 vezes em seus 21 anos de carreira profissional.


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