terça-feira, 14 de maio de 2019

1939 - Menina de 5 anos toi a mãe mais nova do mundo



No dia 14 de maio de 1939, a menina peruana Lina Medina, de apenas cinco anos de idade, deu à luz um menino, fato que a tornou a mãe mais nova do mundo. Nascida em Ticrapo, no Peru, filha de Tiburelo Medina e sua esposa Victoria Losea, Lina era considerada uma menina normal. Contudo, seus pais começaram a ficar preocupados com um tumor que ela aparentemente estava desenvolvendo.

Seu pai deixou a pequena vila andina em que moravam e levou a menina para um hospital na cidade de Pisco. O pai falou ao médico, o Dr. Gerardo Lozada, que os curandeiros locais não tinham conseguido tratar o tumor que estaria se desenvolvendo no abdômen da menina. O médico examinou a garota e descobriu que o que se pensava ser um tumor, era, na realidade, um feto. A menina estava já no sétimo mês de gestação. Especialistas de um hospital de Lima confirmaram a gravidez.

O pai de Lina foi preso pela suspeita de estupro, mas liberado em seguida pela falta de provas. Os médicos descobriram que a garota teve uma puberdade precoce, condição que a levou a esta fase muito mais cedo do que o normal. Sob os cuidados médicos, ela foi submetida a uma cesariana e deu à luz um menino no dia 14 de maio de 1939. O bebê nasceu saudável, com 2,7 quilos, e foi chamado de Gerardo, em homenagem ao médico que descobriu sua gravidez. 

 O menino foi criado como o irmão mais novo de Lina para que mais tarde a verdade fosse relevada a ele. A jovem mãe nunca disse ao seu filho quem era o seu pai, pois talvez nem ela mesma tivesse condições de saber. Mais tarde, ela se casou com Raul Jurado, pai do seu segundo filho, nascido em 1972. Gerardo morreu aos 40 anos por conta de uma infecção na médula. Até onde se sabe, Lina segue com o seu marido no Peru e o seu filho vive no México.

De acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde, a cada ano, 2 milhões de meninas no mundo com menos de 15 anos de idade dão à luz. A pesquisa aponta que a América Latina é a única região em que esses números continuam a subir. O mesmo órgão diz que uma em cada cinco mulheres latino-americanas relatou ter sofrido abuso sexual na infância, sendo a gravidez infantil uma das consequências mais dramáticas dessa violência. 


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